Ichariba Choodee:"a partir do momento em que nos conhecemos, somos como irmãos" ou "encontrando-se pela primeira vez, nos tornamos irmãos" são algumas das possíveis traduções existentes para esse provérbio de Okinawa.
E faltando um mês para o show da tão esperada Banda Begin no Brasil, não existe provérbio melhor para definir os sentimentos que permeiam os grandes eventos okinawanos e que reúnem pessoas de todas as idades, vindas de diversos lugares em busca de ver, ouvir, sentir cada momento e que sempre nos mostra que existe algo indescritível dentro de tudo isso.
Para finalizar minha postagem curta e rápida de hoje, uma música que conheci ontem e quero compartilhar com vocês! Espero que gostem :)
A notícia que todos esperavam: Pela segunda vez a Banda Begin virá para cá!!
Após a grande expectativa de todos os fãs que no ano de 2011 puderam assistir ao belíssimo show e para outros que não puderam mas que ficaram na vontade, eles virão mais uma vez!
A Banda Begin, composta por Eisho Higa (vocal/sanshin), Masaru Shimabukuro (guitarra) e Hitoshi Uechi (piano), famosos por suas melodias encantadoras como Sanshin no Hana, Shimanchu nu Takara, Kariyushi no Yoru, Egao no manma, Nada sousou, dentre outras e outras, nos emocionarão novamente!
Além disso, no último CD lançado pela banda, intitulado de "Tropical Foods", há duas músicas dedicadas ao Brasil, "Churrasco" e "Kikyô".
Os shows acontecerão nos dias 08 e 09 de novembro em São Paulo (no Auditório do Anhembi), e 10 de Novembro, em Londrina (no Recinto José Garcia Molina, dentro do parque Ney Braga).
Contará com a participação mais uma vez do grupo de taikô de Okinawa "Ryukyu Koku Matsuri Daiko"!! Tanto na cidade de SP quanto em Londrina.
Para quem tiver interesse em relembrar o show ocorrido em 2011, acesse: Begin Brasil - 2011
A matéria de hoje apareceu como uma luz na minha frente. Uns
dias atrás eu estava pensando em qual seria minha próxima matéria, daí
encontrei de repente - enquanto procurava alguma outra coisa - um livrinho
chamado “Karate: a arte das mãos vazias”!
E não foi por acaso que ela se tornou a minha matéria de hoje.
. .
Karate (Retirado deste site -> http://shineitaido.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html)
Nunca fiz aula de karate e nem sabia muito sobre.. e isso, na verdade, foi um
grande incentivo para pensar “AGORA é a hora de aprender um pouco mais dessa
arte!” e que eu sempre tive uma certa curiosidade, mas nunca havia me
aprofundado na sua história.
Então após começar a ler algumas coisas e a entender um pouco melhor da
história do karatê, tomo a liberdade de dizer que entender a origem do karate
não se prende apenas em saber que o karate é uma arte marcial e que não se
utiliza armas, mas que há um porquê para tudo isso. . .
Há acontecimentos importantes que influenciaram no seu surgimento e será sobre isso
o meu post de hoje, na qual, não abordará nada de técnicas de luta, cores das
faixas usadas pelos praticantes, entre outros, ou seja, nada além da própria
história de sua criação. Para facilitar a compreensão
da história do karatê é importante conhecer a história de Okinawa para entender
o porquê não basta dizer apenas que ela provém de uma Ilha ao Sul do Japão,
chamada Okinawa, pois é como se fosse ocultada a história inteira de um reino
que já foi independente e que hoje, mesmo fazendo parte do Japão, se esforça
para manter viva a sua cultura, as suas tradições, os seus ensinamentos, a sua
arte etc e que em muito se diferencia do restante do Japão.
Acredito que o Karate seja um dos principais
meios de divulgação da ilha de Okinawa para o mundo, pois, quem nunca assistiu
ou que nunca ouviu falar do filme “Karate Kid” que atire a primeira pedra! haha
Cenas do filme "Karate Kid"
Nem é tanto da minha época - pelo que vi agora nos sites de busca ele é do ano
de 1984! - Eu ainda nem sonhava em nascer, porém, o se sucesso atingiu a minha
infância e adolescência de tanto passar na tal “sessão da tarde”, acho que
perdendo apenas para o filme “A lagoa azul” em termos de reprise (!). Mas beeem
depois disso, no ano de 2010 foi lançada uma nova versão com os atores Jackie
Chan e Jaden Smith (filho do Will Smith).
Enfim, com a ajuda do livro que encontrei vou - tentar - dar
uma resumida sobre a história do karate.
As técnicas marciais chegaram à Okinawa antes do século XV.
Okinawa era o centro de diversas rotas comerciais e isto a transformou num
ponto de encontro dos mais variados povos, culturas e inclusive, das artes
marciais asiáticas.
Num artigo científico que encontrei intitulado como
“Repensando a história do Karate contada no Brasil”, diz que a história do
karate no Brasil foi distorcida pela mídia, pela tradição oral e pelo
preconceito dos praticantes de outros estilos.
“A origem histórica é necessária para se entender o karate” –
é o que, em outras palavras, está escrito nesse artigo.
No reino de “Ryukyu” (como era conhecido antigamente o
arquipélago de Okinawa) havia um sistema de castas sociais semelhante aos dos
países como a Índia, China e Japão, na qual, existia uma separação entre
nobres, o clero, os militares (“peichin”)
e os camponeses (“heimin” – termo
japonês para camponeses). Os “heimins” eram obrigados a pagar tributos que eram
exigidos pela aristocracia, além de não terem nem o que comer. Infelizmente,
não havia como evitar as questões climáticas, que por vezes, fazia com que
perdessem toda ou boa parte da colheita. Acontecia então que muitos camponeses,
após voltarem da lavoura depois de árduo trabalho, retornavam e encontravam
suas casas incendiadas, com suas famílias mutiladas e empaladas como castigo
governamental pela inadimplência. Diante disso, foi estimulado formas de se
exercitar e se preparar para embates contra os “peichins” (militares) pelos “heimins”
(camponeses).
Nesse período, o porte de armas era proibido pela população em geral, então os “heimins”
passaram a criar dois sistemas de defesa pessoal, que foram denominadas de “Te”
que eram técnicas bem rudimentares ao que hoje se conhece por Karate e por “Kobudô”.
Quando houve a apropriação das técnicas do “heimins” (camponeses) pelos
“peichins” (militares), estes começaram a aprender também técnicas marciais
chinesas a partir de intercâmbios com marinheiros e militares chineses e assim
passaram a desenvolver a técnica do karatê.
As relações diplomáticas entre China e Okinawa eram bem
grandes, assim como as trocas culturais também. Depois de um tempo, criou-se o
sistema de graduação através das faixas coloridas que eram utilizadas na testa
(“hachimaki”) e que atualmente são na cintura.
E foi assim, bem resumidamente, que surgiu o Karatê!
Mas... e como essa arte foi divulgada de Okinawa para o Japão?
Foi quando, numa viagem do príncipe Hirohito, uma das paradas
era em Okinawa. Lá ocorreu uma recepção com diversas apresentações e dentre
elas havia a de karatê, que causou ótimas impressões e que resultou em um
convite para se apresentarem no Japão num evento promovido pelo Ministério da
Educação do país.
Com o passar do tempo essa arte foi sendo disseminada pelo país e a partir daí,
se iniciou a conquista do karatê pelo mundo afora!
E é isso minha gente :)
Fim do meu post de hoje!
Grande abraço e Feliz 2013!!!
*Agora abaixo já aviso que serão só as minhas divagações e
agradecimentos e desejos de um Próspero Ano Novo!
Se eu não postar algo antes do finalzinho do ano.. já adianto um Feliz Natal e um Feliz 2013 para
cada um! Com muuuuuita saúde, muuuitas felicidades, muitos sonhos e objetivos e
que cada um deles se concretizem!
Agradeço por esse ano que se passou.
Agradeço também por cada um que passou aqui pelo meu blog!
E eu tenho que dizer que “Nós sobrevivemos ao fim do mundo!!!”
:D
Por isso, a vida continua!!
Esses dias assisti um vídeo* (vou postar aí abaixo) e que me fez pensar muito. Às
vezes a gente acha que fazer boas ações só são válidas quando são grandes, mas
não, pode partir de uma coisa tão pequena, mas tãaaao pequena e aos poucos pode
se tornar algo tão grande.
Portanto, que o “fim do mundo” que não aconteceu sirva como
pretexto para um novo recomeço, com muito mais amor, respeito e altruísmo!
Hoje meu post é sobre uma música! Como já introduzi no título da matéria a música é:"Nada sousou".
Muito conhecida pela versão da cantora Natsukawa Rimi, mas pelo que já ouvi dizer, a versão original é da banda Begin. (..fica a dúvida. Se alguém souber, diga para nós :D)
Como muitos conhecem a versão da Natsukawa Rimi e do Begin na versão japonesa, resolvi postar a versão do Begin em Uchinaguchi!
Abaixo a tradução da música: Natsukawa Rimi - "Por sua falta"
Folheando álbum antigo Disse "obrigado" em voz baixa À pessoa que vive no meu coração Para sempre me encorajar
Tanto no sol, quanto na chuva Consigo lembrar daquele sorriso Memórias estão remotas e desbotadas Mas se eu procuro, seu vulto ressurge Fazendo-me derramar lágrimas
Rezar à primeira estrela Acabou se tornando meu hábito Olho para o céu do entardecer Procurando você, no meu coração todo
Tanto na tristeza, quanto na alegria Costumo lembrar aquele sorriso Vou vivendo com esperança de reencontrá-lo Um dia, quando você me avistar do seu lugar
Tanto no sol, quanto na chuva Consigo lembrar daquele sorriso Memórias estão remotas e desbotadas
Hoje estou fazendo uma pequena matéria especial porque eu não poderia deixar esse acontecimento passar “batido”!
Imagem que ficou sendo divulgada no facebook alguns dias antes da apresentação
Para os que não sabem, ontem (sábado, 19 de agosto) no programa “Criança Esperança”, um dos temas apresentados foi sobre a Imigração Japonesa e lá se apresentaram grupos como “Kawasuji Seiryu Daiko” da cidade de Atibaia-SP, Grupo de "Odori" (dança tradicional), da Associação Okinawa Kenjin de Vila Carrão-SP e o Grupo de Taiko de Okinawa “Ryukyu Koku Matsuri Daiko” (que infelizmente não colocaram a legenda com o nome do grupo como fizeram com os outros que se apresentaram...Para esclarecer então, não era apenas um grupo de taiko. Eram dois: Kawasuji Seiryu Daiko - que foi o primeiro de taiko a entrar - e depois o Ryukyu Koku Matsuri Daiko - que entrou após. ). A apresentação sobre a imigração foi logo após a do cantor Luan Santana e se iniciou ao som inconfundível do Sanshin!
Logo depois o "odori" entrou, em seguida foi o "Kawasuji Seiryu Daiko" e por fim o "Matsuri Daiko".
Foi uma apresentação de curta duração, mas muito importante porque manter a cultura não é tão fácil quanto parece e ter a chance de se apresentar num programa de nível Nacional (e internacional, eu diria) também não!!
Parabéns a todos!!!
Confira abaixo o vídeo da apresentação no youtube:
Por fim, gostaria de informá-los que criei uma nova página especialmente para os eventos culturais que acontecem por aqui! Por enquanto só está postado sobre o "Okinawa Festival" que acontecerá nos dias 15 e 16/09. Confira mais detalhes na sessão "Agenda de eventos culturais". Se quiser divulgar algum evento relacionado, me envie que postarei com todo prazer!
“A vida é um tesouro” ou “a vida é o tesouro mais precioso” ou “não há tesouro mais precioso que a vida”. É isso o que mais ou menos esta expressão em Okinawa significa, sendo utilizado desde os tempos mais antigos por este povo.
Poderia ser uma simples expressão por assim dizer, mas ela representa muito mais do que isso. .representa o estilo de vida, o pensamento, a filosofia de VIDA do povo proveniente desta ilha.
No entanto, nem sempre também essa expressão foi motivo de alegria se lembrarmos de que foi nesse local em que ocorreu a Batalha de Okinawa (vide post sobre a Batalha de Okinawa). Como “a vida é um tesouro” se ela seria tirada como um simples boneco de um jogo? Mas não, não era um jogo, era a Segunda Guerra Mundial! Como dizer “a vida é um tesouro” se ir para a batalha seria como nunca mais voltar à própria vida? Como dizer que a vida era um tesouro se você sabia que iria perder as pessoas mais importantes da sua vida? Como seria dizer que a vida era um tesouro se você sabia que daria sua vida para lutar pelo seu país? Como a vida seria um tesouro se ela seria tirada de você ou das pessoas próximas de você tão facilmente? Como?
Eu não sei. . . Era um grande paradoxo. Mas se há uma prova de que esse ditado continua a ser passado em diante, é o fato de muitos ainda conhecê-lo!
E ele está presente no cotidiano destas pessoas, pois, não é a toa que são conhecidos por sua longevidade! Com hábitos que diretamente e indiretamente influenciam para isso!
Aquele que dá valor à vida sabe os caminhos para mantê-lo por mais tempo!
É claro que há incidentes que podem fazer com que isso termine antes, mas não é por isso que deve ser deixado de lado o seu devido valor.
Porém, quem vive no Brasil sabe que costumamos dar valor à vida só quando ela está por um fio. Exceções existem sempre, mas no geral é isso mesmo. Eu, como quase futura profissional da nutrição posso dizer isso, quem muda hábitos porque não são saudáveis?! A maioria sabe o que faz mal e o que não faz, mas mesmo assim, quem os evita? Você os evita? ;D Enquanto seu corpo não dá sinais de que algo tá errado, você acha que está tudo bem e continua vivendo com os mesmos hábitos, não é mesmo?
Não que eu seja a pessoa mais saudável do mundo, estou longe disso. Muuuito longe até, eu acho haha! Mas não custa valorizar um pouco mais nossa vida e buscar os caminhos para melhorá-la ;D
Também não tem como para comparar os processos históricos daqui e os de lá e no quanto eles têm influência no que somos hoje, principalmente no quesito dar valor à vida, mas se estamos vivos aqui, agora, não deve ser mero acaso. Já ouviram aquela frase de que "não existem coincidências, apenas o inevitável"? É frase de um mangá chamado XXXHolic que na verdade eu nunca li mas o conheci somente por essa frase e sempre me lembro dela quando acontecem coisas que não tem explicação, que só podia ser inevitável mesmo.Bem, a vida existe aqui, lá e em todos os cantos do mundo (talvez fora dele também se você acredita que não estamos sós no universo!), mas a vida é a origem de quem somos! Talvez fosse inevitável termos nascido, inevitável estarmos aqui, inevitável ter perdido ou ter encontrado algo ou alguém, inevitável ter. . evitado, e tantas outras coisas :D
Enfim, se a vida é um tesouro. . é o tesouro mais precioso que existe, com certeza.
Nuchi du Takara!!!
Então...essa é a minha postagem depois de tanto tempo! Tentarei postar mais vezes aproveitando meu período de férias!
Obrigada!
*Para terminar a postagem por completo deixo para vocês a partitura de sanshin/kunkunshi da música Teinsagu nu hana (ou chinsagu no hana/tinsagu no hana) que continua sendo um clássico da música tradicional de Okinawa e demonstra o quanto a cultura de mantém e se fortalece com o passar do tempo :) ~ aliás, se alguém souber qual é a flor teinsagu me envia uma foto, onegai? Um amigo meu uma vez me perguntou e nunca tinha procurado, daí fui procurar e não achei. O que a gente achou que fosse era aquela flor Hibisco, mas não sei =/ (encontre mais partituras de sanshin em: A Arte de Tocar Sanshin)
Vídeo com a música:
Agora sim, para finalizar (finalizar mesmo) deixarei o link de dois vídeos . São bem diferentes um do outro, mas não sei. . fiquei com vontade de postar para vocês conhecerem caso ainda não conheçam ou simplesmente assistir de novo caso já tenham assistido :D. O primeiro vídeo é de uma música chamada "Dynamic Ryukyu", que é super bonitinha.
Esse outro é um clip da cantora Cocco com o Ryukyu Koku Matsuri Daiko, a música se chama Nirai Kanai, que por sinal, tem a frase "Nuchi du takara" mas não dá para escutar direito porque é a voz de fundo, mas se você ler a letra da música verá que tem mesmo :D
A matéria de hoje é como o título já diz: LONGEVIDADE. Okinawa é conhecida como a capital mundial da Longevidade (sim... MUNDIAL!),
fato que é comprovado cientificamente.
O que há em Okinawa para ser esse grande destaque mudial em Longevidade? (Alimentação?
Fatores Ambientais? Relação entre as pessoas?)
É isso que tentarei postar nessa matéria. Maaas antes de começar a falar sobre tudo isso, peço
desculpas pela não atualização frequente do blog! (Pedido sempre presente nas
minhas postagens, infelizmente). Mas
também gostaria muuuito de agradecer à página de “EventosNikkeys” do facebookque divulgou meu blog em seu mural e que fez com
que o número de visualizações em um dia fosse multiplicado por dez dentro do
padrão normal de visualizações diárias. Arigatou!
Arigatou também a todos que deram “like” (curtir), aos que comentaram, aos que
compartilharam o link, aos que vieram entrar em contato comigo depois, enfim, todos.
Obrigada :D
Agora voltando ao foco da matéria, Okinawa é a região com o maior número de
centenários do mundo. As pesquisas se concentram sobre a dieta, genética,
habilidades psicológicas e cognitivas dos centenários.
Lá possui “Centro de Pesquisa de Okinawa para a Ciência da Longevidade” (ORCLS – “The Okinawa Research Center for LongevityScience”), em execução desde 1975, mas oficializada em 1997, pelo Dr. Makoto
Suzuki, que é o diretor do Centro de Pesquisa, em Urasoe, Okinawa. É um
trabalho em conjunto com diversas Faculdades e Institutos de Pesquisas que
contribuem para esse estudo. Segundo o Dr. Makoto Suzuki, em seu livro “The Okinawa Program”, revela que a
genética responde por 1/3 dos fatores envolvidos a alta expectativa de vida.
Dessa forma, antepassados que viveram por bastante tempo tendem a passar essa
característica aos seus descendentes. Mas o principal fator é a dieta rica em vegetais, frutas, peixes, frutos do mar e a moderação.
Os idosos consomem 25% a menos de sal
e açúcar, comem duas vezes mais peixes e três vezes mais vegetais quando
comparado com o restante do país!
Também é a região na qual se consomem
mais algas (atua contra os radicais livres – “prevenindo” o envelhecimento), além
de muito tofu (rico em soja – que reduz a incidência de câncer de mama,
próstata e doenças do coração). Mas falou em comidas de Okinawa, tem
que citar o “Goyaa”! (ou Goyá – também conhecido como pepino amargo ou pepino-de-são-caetano),
que é um vegetal com um sabor único e amargo. Eu, particularmente, adoro (de
verdade!), apesar de depender do modo de preparo (se é cozido ou salada) e do
tempero. . mas no geral, eu gosto! Só que o índice de “rejeição” dele, pelo menos
com as pessoas que convivo é bem maior do que da aprovação, isso com toda
certeza! E muitos relacionam o gosto amargo do goyá com o do jiló. Mas vale a pena experimentar. Você vai adorar ou odiar. Mas tem que provar! Vira e mexe aparecem em casa alguns goyás trazidos por parentes, conhecidos
etc. que plantam, por isso, não sei se é fácil de encontrar em outras regiões do
Brasil, mas acho que vem crescendo bastante o cultivo dele por aqui.
Ele é considerado um dos alimentos mais saudáveis (e
retarda o envelhecimento das células), com propriedades que foram estudados em
pesquisas sobre câncer, diabetes e sistema cardiovascular!
Goya - ou "pepino amargo"
Outro fator influente na longevidade de Okinawa é
a forma como os idosos lidam com o estresse. Eles possuem fortes laços sociais
e o espírito comunitário que permite e garante uma vivência diária positiva. Outro dia li num artigo sobre o Okinawa que dizia
assim: “E
quanto à força social e solidariedade que entrelaça a rede uchinanchu como uma grande família,
poderia ser considerada uma resistência da dádiva ao sistema individualista e
capitalista?” – Escrito por Yoko
Kitahara Souza em: “O espírito uchinanchu –
identidade globalmente articulada”. É um artigo bem legal! Vale a pena conferir! Me lembrei dele quando citei sobre esses “fortes
laços sociais”. Achei muito interessante. . é algo que eu nunca tinha imaginado pensar, o comportamento social e coletivo do uchinanchu como uma resistência ao individualismo pregado pelo sistema capitalista. Mas enfim, é o estilo
de vida saudável somado a fatores sociais, biológicos, psicológicos e
ambientais que contribuem para toda essa longevidade! Se for pela genética, descendentes de okinawanos, poderemos viver tantos anos também? haha Eu acredito que não tanto quanto eles, pois, aos que vivem fora de Okinawa, as
influências externas são diferentes, apesar do clima que é “parecido”, as
relações entre as pessoas etc. Mas a nossa alimentação seria o maior desafio! Quanto de frutas, vegetais, peixes e algas comemos normalmente? Quanto de estilo de vida saudável temos? É de se pensar :) Então assim termino minha matéria de hoje :D
Espero que tenha gostado! Que tenha aprendido, assim como eu, um pouco mais dos segredos da longevidade uchinanchu! Muito obrigada!
Bom dia! Hoje vim fazer uma postagem nova, mas na verdade é mais um comunicado/pedido para todos os tocadores de Sasnhin! Não sei se todos sabem, mas eu tenho um site sobre sanshin - A arte de Tocar Sanshin - e nele estou reunindo Grupos e/ou Bandas de Sanshin do Brasil. Num tentativa de juntar todos (ou pelos menos, uma boa parte) para facilitar o acesso para quem quiser aprender e não sabe onde há aulas, para conhecer o grupo, para que todos tenham contato entre os grupos, entre outras coisas, porque acredito que todos temos os mesmos objetivos ao tocar o sanshin e devemos manter essa união!
Ao enviar e-mails para algumas pessoas recebi sugestões de alguns que estão à procura de montar um grupo/banda. . mas não encontram pessoas para tocar junto. Assim, essa iniciativa, futuramente, seria uma forma também de uní-los e dessa forma, tentarem formar seus grupos/bandas.
Então, gostaria que todos que tiverem uma banda ou grupo me enviassem informações de local dos treinos, vídeos, links, o que for e que aqueles que buscam formar grupos ou bandas mas não encontram pessoas disponíveis que também entre em contato comigo x) Pode ser pelo e-mail karina.kkm@gmail.com ou pela minha página no facebook ou como preferir.
Muuuito Obrigada! Tenham um ótima semana! Logo postarei uma postagem nova de verdade! :D Abraços,
Lembro-me da primeira vez que li algo sobre a Batalha de Okinawa. Era num livro de História do Ensino Médio que
eu estava usando para estudar sobre a Segunda
Guerra Mundial. Não havia muita coisa, acho que apenas um parágrafo, mas a palavra “Okinawa” foi o suficiente para ter me chamado a
atenção. Lembro-me também de quando minha mãe contou histórias em que o pai
dela (meu avô) descreveu com era uma bomba explodindo, de como as pessoas tentavam escapar e de outras que haviam sido atingidas por elas, das
pessoas que, enquanto estavam dentro de cavernas se escondendo do inimigo,
tiveram que matar seus próprios bebês, pois, eles choravam e isso ecoava nas
cavernas podendo ser ouvido por quem estivesse no lado de fora e, se
descobrissem onde estavam todos seriam mortos.
Assisti a um documentário
meses atrás e nele contava como eram essas cavernas e túneis e como aconteciam os
ataques. Havia também relatos de sobreviventes, mostrando a visão que os
okinawanos tinham sobre os americanos, a partir do que era dito pelos soldados
japoneses e a após isso, a visão okinawana em relação aos próprios soldados
japoneses, entre outras curiosidades. Vale a pena conferir. Há coisas que só conhecendo a história mais
profundamente para entender alguns porquês, alguns (muitos) resquícios daquele tempo que,
de alguma forma, ainda existem nos dias atuais. Link do documentário - Cidades Ocultas: Okinawa
Túnel
Sendo mais objetiva, a Batalha de Okinawa foi o último e mais
sangrento embate aeronaval da Segunda Guerra Mundial. Estima-se mais de
240.000 mil mortos, sendo cerca de 150.000 okinawanos, 77.000 japoneses de
outras províncias, 14.000 americanos e mais alguns soldados de outras nações.
Teve início no dia 1º de abril de
1945 e seu término em 21 de junho do mesmo ano.
Foi um confronto entre as duas
grandes potências do período: Japão x EUA, na
qual, para o Japão, proteger Okinawa nesse período significava obter tempo necessário para
preparar as defesas de sua região mais metropolitana.
Okinawa, apesar dos seus 140 km
de comprimento e 18 km de largura, sempre foi um ponto estratégico por sua
localidade na qual permitia o comércio com diversos países do Oriente,
principalmente entre Japão e China, o que não foi muito diferente na Segunda Guerra
Mundial, no entanto, serviu como ponto estratégico de ambos os combatentes (Japão e EUA). De
um lado, para ganhar tempo para preparar as defesas do Japão e de outro por sua
localidade próxima ao Japão mais metropolitano serviu para que fossem
instaladas as bases militares americanas após terem invadido-a (tais bases ainda existem
nos dias de hoje).
Todo esse confronto deixou imensos
rastros de destruição, tristeza, dor, sofrimento daqueles que foram, dos
ficaram, dos que não voltaram, dos que voltaram e tiveram que conviver com suas difíceis lembranças, dos que tiveram que suportar a perda das pessoas mais
importantes da sua vida, dos que não tinham outra saída a não ser
combater, de todos, não só do povo okinawano, claro, mas de TODOS os envolvidos
na maior e mais devastadora das guerras, pois há quem diga que em guerras não
há vencedores, assim como há quem diga que as guerras geram desenvolvimento. Os dois pontos são válidos, só creio que não vale todo o sofrimento e cicatrizes que perdurarão pelo resto da vida de cada um dos envolvidos nessa grande guerra.
Após a invasão americana, Okinawa passou a ser dos EUA e só foi devolvido ao
Japão nos anos de 1972.
Lembrando que Okinawa é a maior
das Ilhas Ryukyu que já foi um reino independente até 1879. Devido a isso, muitos
dos traços marcantes da cultura se diferem do restante de Japão, pois, como já
disse acima, foi um grande intermediário comercial entre os países do Oriente, "acolhendo" assim diversos povos.
A cultura de Okinawa baseia-se na
busca constante pela paz diante dos acontecimentos que marcaram sua história
como também no grande respeito aos antepassados, na alegria, na união, na
hospitalidade, solidariedade, nos laços que unem as pessoas independente terem
sua origem ligada diretamente à Okinawa ou não.
No ano de 1983 foi construído o
Museu da Paz Himeyuri com o intuito de mostrar às novas gerações a realidade da
guerra para que o sentimento de paz continuasse a ser transmitido. Há também o
Museu da Paz da província de Okinawa construído com o objetivo de “Expressar
condolências para todas as pessoas que perderam a vida na Segunda Grande Guerra
Mundial, transmitir às gerações seguintes sobre a miséria da guerra e suas
lições e contribuir para a realização da paz eterna no mundo” (artigo 1 sobre a
instalação e manutenção do Museu da Paz da província de Okinawa e da Pedra
fundamental da Paz).
Enfim, há muitas coisas a se
falar da Batalha de Okinawa, muitos detalhes, muitas histórias, mas, o que eu tentei e consegui mostrar foi só um pouco. Para finalizar a matéria, deixo aqui uma música que diz um pouco sobre a guerra. Muitos a conhecem. . e que por sinal, já postei em meu blog na matéria sobre a banda HY. Obrigada por aqueles que acompanham meu site, por aqueles que caem de pára-quedas nele procurando alguma coisa (espero que encontre!), por aqueles que buscam conhecer um pouco mais das suas origens, por aqueles que gostam e se interessam. . arigatou! :)
Um grande abraço,
- Karina Kaori
Tradução de Toki wo Koe - Além do Tempo (do site de letras de músicas)
Me contaram uma história do passado
Quando não era permitido apaixonar-se livremente
A avó se casou com os olhos cheios de lágrimas
Sem poder sequer despedir-se daquela pessoa
Me contaram uma história do passado
Quando o pó de fogo caía como chuva
A avó, de qualquer forma, correu
Preocupada pela vida daquela pessoa.
Sua cintura curvada, suas pernas finas, são provas de que a avó viveu
Esse sorriso, essas palavras... Existem coisas que nunca mudam...
Essas batidas que você sente, grave-as bem em seu coração
Esta vida te liga com o passado distante: viva cuidando-a bem
Me contaram uma história do passado
Quando se trabalhava desde os quatorze
Em completa solidão, longe da família
Sem poder derramar lágrimas, para sobreviver
Escutei meu avô contar as histórias daquela época
Pude sentir que até mesmo seu rosto enrugado me deixava orgulhoso
Ao ver essas quentes lágrimas caindo de seu rosto, pensei
Que devo transmitir a alguém. Nós devemos transmitir
"A família vem em primeiro lugar" diziam as pessoas daquele tempo
"A vida é o tesouro mais valioso" não devemos nos esquecer disso
Hoje também outra lembrança se vai
É por isso que nós lhe deixamos esta canção, para que chegue até você
Me contaram uma história do passado. Junto do sorriso da avó
E as lágrimas brilhantes do avô, encontrei um tesouro único.
A minha pequena postagem de hoje será
sobre nada mais nada menos do que o 2º maior aquário do mundo, o “Churaumi Aquarium”, localizado em
Okinawa!
Seu nome deriva do “uchinaguchi” (dialeto de Okinawa), na qual,
“chura”
significa “bonito” e “umi”, “mar”.
Localiza-se mais especificamente
no “Ocean Expo Park”, possuindo uma área
de visualização de 8,2 m de altura, 22.5 m de largura e 60 cm de espessura de
acrílico.
Abriga em torno de 21 mil animais aquáticos, com 470 peixes diferentes e o mais
incrível: baleias que chegam a 7 metros!
(sim, 7 metros!).
Se algum dia você for para
Okinawa deve valer muito a pena conferir. Não é sempre que se tem a chance de
encontrar o 2º maior aquário do mundo!