Bom dia! Hoje vim fazer uma postagem nova, mas na verdade é mais um comunicado/pedido para todos os tocadores de Sasnhin! Não sei se todos sabem, mas eu tenho um site sobre sanshin - A arte de Tocar Sanshin - e nele estou reunindo Grupos e/ou Bandas de Sanshin do Brasil. Num tentativa de juntar todos (ou pelos menos, uma boa parte) para facilitar o acesso para quem quiser aprender e não sabe onde há aulas, para conhecer o grupo, para que todos tenham contato entre os grupos, entre outras coisas, porque acredito que todos temos os mesmos objetivos ao tocar o sanshin e devemos manter essa união!
Ao enviar e-mails para algumas pessoas recebi sugestões de alguns que estão à procura de montar um grupo/banda. . mas não encontram pessoas para tocar junto. Assim, essa iniciativa, futuramente, seria uma forma também de uní-los e dessa forma, tentarem formar seus grupos/bandas.
Então, gostaria que todos que tiverem uma banda ou grupo me enviassem informações de local dos treinos, vídeos, links, o que for e que aqueles que buscam formar grupos ou bandas mas não encontram pessoas disponíveis que também entre em contato comigo x) Pode ser pelo e-mail karina.kkm@gmail.com ou pela minha página no facebook ou como preferir.
Muuuito Obrigada! Tenham um ótima semana! Logo postarei uma postagem nova de verdade! :D Abraços,
Lembro-me da primeira vez que li algo sobre a Batalha de Okinawa. Era num livro de História do Ensino Médio que
eu estava usando para estudar sobre a Segunda
Guerra Mundial. Não havia muita coisa, acho que apenas um parágrafo, mas a palavra “Okinawa” foi o suficiente para ter me chamado a
atenção. Lembro-me também de quando minha mãe contou histórias em que o pai
dela (meu avô) descreveu com era uma bomba explodindo, de como as pessoas tentavam escapar e de outras que haviam sido atingidas por elas, das
pessoas que, enquanto estavam dentro de cavernas se escondendo do inimigo,
tiveram que matar seus próprios bebês, pois, eles choravam e isso ecoava nas
cavernas podendo ser ouvido por quem estivesse no lado de fora e, se
descobrissem onde estavam todos seriam mortos.
Assisti a um documentário
meses atrás e nele contava como eram essas cavernas e túneis e como aconteciam os
ataques. Havia também relatos de sobreviventes, mostrando a visão que os
okinawanos tinham sobre os americanos, a partir do que era dito pelos soldados
japoneses e a após isso, a visão okinawana em relação aos próprios soldados
japoneses, entre outras curiosidades. Vale a pena conferir. Há coisas que só conhecendo a história mais
profundamente para entender alguns porquês, alguns (muitos) resquícios daquele tempo que,
de alguma forma, ainda existem nos dias atuais. Link do documentário - Cidades Ocultas: Okinawa
Túnel
Sendo mais objetiva, a Batalha de Okinawa foi o último e mais
sangrento embate aeronaval da Segunda Guerra Mundial. Estima-se mais de
240.000 mil mortos, sendo cerca de 150.000 okinawanos, 77.000 japoneses de
outras províncias, 14.000 americanos e mais alguns soldados de outras nações.
Teve início no dia 1º de abril de
1945 e seu término em 21 de junho do mesmo ano.
Foi um confronto entre as duas
grandes potências do período: Japão x EUA, na
qual, para o Japão, proteger Okinawa nesse período significava obter tempo necessário para
preparar as defesas de sua região mais metropolitana.
Okinawa, apesar dos seus 140 km
de comprimento e 18 km de largura, sempre foi um ponto estratégico por sua
localidade na qual permitia o comércio com diversos países do Oriente,
principalmente entre Japão e China, o que não foi muito diferente na Segunda Guerra
Mundial, no entanto, serviu como ponto estratégico de ambos os combatentes (Japão e EUA). De
um lado, para ganhar tempo para preparar as defesas do Japão e de outro por sua
localidade próxima ao Japão mais metropolitano serviu para que fossem
instaladas as bases militares americanas após terem invadido-a (tais bases ainda existem
nos dias de hoje).
Todo esse confronto deixou imensos
rastros de destruição, tristeza, dor, sofrimento daqueles que foram, dos
ficaram, dos que não voltaram, dos que voltaram e tiveram que conviver com suas difíceis lembranças, dos que tiveram que suportar a perda das pessoas mais
importantes da sua vida, dos que não tinham outra saída a não ser
combater, de todos, não só do povo okinawano, claro, mas de TODOS os envolvidos
na maior e mais devastadora das guerras, pois há quem diga que em guerras não
há vencedores, assim como há quem diga que as guerras geram desenvolvimento. Os dois pontos são válidos, só creio que não vale todo o sofrimento e cicatrizes que perdurarão pelo resto da vida de cada um dos envolvidos nessa grande guerra.
Após a invasão americana, Okinawa passou a ser dos EUA e só foi devolvido ao
Japão nos anos de 1972.
Lembrando que Okinawa é a maior
das Ilhas Ryukyu que já foi um reino independente até 1879. Devido a isso, muitos
dos traços marcantes da cultura se diferem do restante de Japão, pois, como já
disse acima, foi um grande intermediário comercial entre os países do Oriente, "acolhendo" assim diversos povos.
A cultura de Okinawa baseia-se na
busca constante pela paz diante dos acontecimentos que marcaram sua história
como também no grande respeito aos antepassados, na alegria, na união, na
hospitalidade, solidariedade, nos laços que unem as pessoas independente terem
sua origem ligada diretamente à Okinawa ou não.
No ano de 1983 foi construído o
Museu da Paz Himeyuri com o intuito de mostrar às novas gerações a realidade da
guerra para que o sentimento de paz continuasse a ser transmitido. Há também o
Museu da Paz da província de Okinawa construído com o objetivo de “Expressar
condolências para todas as pessoas que perderam a vida na Segunda Grande Guerra
Mundial, transmitir às gerações seguintes sobre a miséria da guerra e suas
lições e contribuir para a realização da paz eterna no mundo” (artigo 1 sobre a
instalação e manutenção do Museu da Paz da província de Okinawa e da Pedra
fundamental da Paz).
Enfim, há muitas coisas a se
falar da Batalha de Okinawa, muitos detalhes, muitas histórias, mas, o que eu tentei e consegui mostrar foi só um pouco. Para finalizar a matéria, deixo aqui uma música que diz um pouco sobre a guerra. Muitos a conhecem. . e que por sinal, já postei em meu blog na matéria sobre a banda HY. Obrigada por aqueles que acompanham meu site, por aqueles que caem de pára-quedas nele procurando alguma coisa (espero que encontre!), por aqueles que buscam conhecer um pouco mais das suas origens, por aqueles que gostam e se interessam. . arigatou! :)
Um grande abraço,
- Karina Kaori
Tradução de Toki wo Koe - Além do Tempo (do site de letras de músicas)
Me contaram uma história do passado
Quando não era permitido apaixonar-se livremente
A avó se casou com os olhos cheios de lágrimas
Sem poder sequer despedir-se daquela pessoa
Me contaram uma história do passado
Quando o pó de fogo caía como chuva
A avó, de qualquer forma, correu
Preocupada pela vida daquela pessoa.
Sua cintura curvada, suas pernas finas, são provas de que a avó viveu
Esse sorriso, essas palavras... Existem coisas que nunca mudam...
Essas batidas que você sente, grave-as bem em seu coração
Esta vida te liga com o passado distante: viva cuidando-a bem
Me contaram uma história do passado
Quando se trabalhava desde os quatorze
Em completa solidão, longe da família
Sem poder derramar lágrimas, para sobreviver
Escutei meu avô contar as histórias daquela época
Pude sentir que até mesmo seu rosto enrugado me deixava orgulhoso
Ao ver essas quentes lágrimas caindo de seu rosto, pensei
Que devo transmitir a alguém. Nós devemos transmitir
"A família vem em primeiro lugar" diziam as pessoas daquele tempo
"A vida é o tesouro mais valioso" não devemos nos esquecer disso
Hoje também outra lembrança se vai
É por isso que nós lhe deixamos esta canção, para que chegue até você
Me contaram uma história do passado. Junto do sorriso da avó
E as lágrimas brilhantes do avô, encontrei um tesouro único.
A minha pequena postagem de hoje será
sobre nada mais nada menos do que o 2º maior aquário do mundo, o “Churaumi Aquarium”, localizado em
Okinawa!
Seu nome deriva do “uchinaguchi” (dialeto de Okinawa), na qual,
“chura”
significa “bonito” e “umi”, “mar”.
Localiza-se mais especificamente
no “Ocean Expo Park”, possuindo uma área
de visualização de 8,2 m de altura, 22.5 m de largura e 60 cm de espessura de
acrílico.
Abriga em torno de 21 mil animais aquáticos, com 470 peixes diferentes e o mais
incrível: baleias que chegam a 7 metros!
(sim, 7 metros!).
Se algum dia você for para
Okinawa deve valer muito a pena conferir. Não é sempre que se tem a chance de
encontrar o 2º maior aquário do mundo!
Como muitos sabem, a Banda BEGIN veio pela primeira vez ao Brasill em novembro de 2011 para realizar um documentário sobre a comunidade Okinawana no Brasil e para alegria de todos os fãs, tocar para nós!
Esse documentário foi transmitido pela TV BS ASAHI JAPAN e está no youtube para quem quiser conferir.
Está dividido em 7 partes e conta como foi a passagem deles por aqui.
Eu assisti e garanto que vale a pena. Não há legenda em português, mas não perca a oportunidade, caso não saiba japonês: junte sua família e peça para alguém ir traduzindo :)
Fiquei emocionada em várias partes do documentário porque é tão bonito ver que apesar da distância, da história de cada família, das dificuldades enfrentadas, ainda há o que Okinawa possui de melhor: união, alegria e... Ichariba Choodee! ("Encontrando-se pela primeira vez, tornamo-nos como irmãos" - Ditado símbolo de Okinawa).
É como se todos se conhecessem sem nunca terem se visto. É difícil explicar algo do tipo, acho que é porque estar em São Paulo ou em Campo Grande, Brasil ou Okinawa, as tradições das famílias okinawanas continuam sendo as mesmas, o sentimento compartilhado é basicamente o mesmo e isso faz com que ver um vídeo de um kaikan pareça como se você conhecesse tudo aquilo mesmo sem nunca ter estado lá, ou estar no show do Begin e se "sentir em casa". É meio difícil de se sentir em casa quando o Begin está realmente na sua frente, mas é algo como sentir-se bem, sentir uma energia diferente. Ver aquela multidão de pessoas de vários cantos do Brasil que contribuem para que a cultura de okinawa nunca acabe. . .é uma prova de que Okinawa ainda está em muitos de nós!
Fiquei com uma vontade imensa de estar lá novamente :D
Uma das partes do documentário que me emocionei bastante foi quando eles foram visitar uma família que estava toda reunida, com mesa farta de comida e havia uma obasan que não escutava muito bem e o Eishou Higa (vocal do Begin) cantou bem pertinho do seu ouvido a música Teinsagu no Hana, que é um clássico da música de Okinawa. Uma música que todo ojisan, obasan conhece e muitos pais e jovens também! E me pergunto: há quantos décadas atrás essa música foi escrita?
Mostrou bastante o sanshin também que é um grande símbolo daquilo que preservamos até os dias de hoje, mostrando a passagem do sanshin pelas gerações e o quê e como um instrumento pode trazer consigo lembranças de pessoas e momentos.
Como o sanshin que veio junto ao navio Kasato Maru, que trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, no ano de 1908, por Ihachi Miyashiro. Um sanshin centenário ou melhor, mais do que centenário. E ainda muito bem preservado!
Minha mãe me contava que meu avô gostava muito de cantar as músicas de Okinawa, principalmente quando sentia muitas saudades de lá. E ela se perguntava como deveria ser vim de lá para cá sem falar nenhuma palavra em português e começar uma vida nova em terras desconhecidas e num país com uma cultura totalmente diferente.
É uma questão que eu também não sei responder...
Assistam todo o documentário! Vale a pena mesmo.
:)
~* Para os curiosos como eu:
Achei uma coisa por acaso hoje quando digitei ichariba choodee no google. Em um dos resultados apareceu um desenho chamado Stitch, acho que alguns conhecem (eu assistia o desenho dele alguns anos atrás...mas era o da Disney). Daí tem um episódio com o nome "Ichariba Choodee"! A música de abertura é do BEGIN e conta um pouco sobre essa expressão. Na hora eu fiquei curiosa e assisti! Mostra várias coisinhas de Okinawa!
A matéria que preparei dessa vez foge um pouco das postagens que estou acostumada a fazer, mas é algo que eu sempre tive interesse, porém, pouco sabia do assunto. Então resolvi me aprofundar um pouquinho mais e compartilhar isso com vocês.
Bandeira de Okinawa
Você alguma vez olhou para a bandeira de Okinawa e se perguntou por que ela tem esse formato ou por que ela tem esses círculos maiores e menores? Se não, essa é a hora para você descobrir!
Para começar, falarei então da tão simbólica Bandeira de Okinawa, que foi adotada oficialmente no ano de 1972.
O círculo maior representa o OCEANO, que é o que abrange e identifica o arquipélago de Okinawa;
O círculo de tamanho médio (na cor branca) enfatiza a PAZ, que é uma das buscas constantes do povo de Okinawa por toda a sua história, principalmente, porque foi o local utilizado como intermédio dos Estados Unidos para se atingir o Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Foi o local onde ocorreu uma das mais violentas batalhas de toda a guerra e que ficou conhecida como "Batalha de Okinawa".
O círculo mais central representa o DESENVOLVIMENTO, PROGRESSO que são fatores importantes em qualquer local do mundo.
Assim, em resumo, a bandeira Okinawa simboliza o Oceano, a Paz e o Desenvolvimento.
Agora, outro símbolo que gostaria de destacar é o "Gomon Hidari".
Gomon Hidari
Pode ser conhecido também por Mitsudomoe, Mitsutomoe, Tomoe ou simplesmente Hidari. No Brasil, um grande e famoso exemplo é a calçada no bairro da Liberdade, em São Paulo. Se alguma vez já caminhou por lá e se você faz jus ao velho ditado "Olhe por onde anda", acredito que já tenha o visto. Outro exemplo são os "sanshins", nos quais, a maioria dos que conheço possuem na parte ao lado que recobre o couro de cobra, o simbolo do Gomon Hidari.
Um adendo: Para quem assiste anime, esse símbolo tem certa relação com o “Sharingan” do anime "Naruto", mas se refere ao seu significado existente no Japão, na qual é mais conhecido por “Tomoe”, que remete o Deus do Trovão, chamado Kaminari. De acordo com a lenda, quando há uma tempestade e podem ser ouvidos os trovões é o Kaminari batucando em seus tambores que, além de ser representado como força do trovão, representa a força, em geral. Outro adendo: Por simbolizar a força, a grande maioria dos grupos de "taiko" (tambores) do Japão possuem destacados em seus tambores maiores o "Tomoe".
Sharingan - do anime Naruto
Em Okinawa, é conhecido por simbolizar a lealdade, coragem, altruísmo e orgulho. Adianto que li diversas histórias e todas com algumas modificações, embora -na maioria- a base fosse a mesma e umas outras mais isoladas que dizia remeter o ciclo da vida, outros sobre três mundos (Céu, Terra e Submundo), por exemplo. No entanto, meu enfoque será sobre a história de três enviados de Okinawa, que foi o que ouvi e li em maior quantidade.
A história diz que numa época de grandes disputas por terra, Okinawa foi derrotada pelo senhor de Kagoshima. Com isso foi imposto ao povo de Okinawa algumas condições: andar desarmado, sem exceção e que, caso fosse encontrado armado, seria executado e a outra condição era a de que pagassem como tributos taxas anuais de arroz.
Por muitos anos, o acordo foi cumprido havendo fartura de arroz, porém, como obrigação todos andavam desarmados e o "Senhor" de Okinawa vendo seu povo indefeso passou a enviar membros de sua confiança à China para que aprendessem técnicas de lutas sem armas ("Lutas sem armas". . isso te lembra alguma coisa?). É! Foi assim mesmo que começou a surgir a arte marcial conhecida como Karatê, sendo a arma o próprio corpo do lutador.
O tempo foi passando até que uma grande estiagem em Okinawa fez com que a produção de arroz fosse destruída, gerando grande fome e miséria para o povo okinawano. Devido ao trágico acontecimento, o senhor de Okinawa decidiu enviar uma mensagem ao senhor de Kagoshima relatando a situação e solicitando o não pagamento de tributos naquele ano.
O mensageiro enviado foi então escoltado por dois guardas de Okinawa e foi recebido pelo senhor de Kagoshima, que ficou indignado com tal solicitação, pois, além que não trazerem o arroz, tiveram a coragem de aparecer à sua frente e fazer esse pedido que ele considerou um grande desrespeito, fazendo-o ordenar que os seus samurais os matassem. Quando os samurais foram capturá-los, os dois guardas de Okinawa os dominaram com suas técnicas de lutas sem armas, o que deixou o senhor de Kagoshima perplexo, pois considerava os seus guerreiros invencíveis. O enviado de Okinawa ainda tentou argumentar com o senhor de Kagoshima explicando que ainda havia muitas pessoas na ilha na miséria e morrendo de fome, tentando fazê-lo compreender o sofrimento na qual estavam passando e que ao menos respeitasse isso, pois, não estavam lutando contra ele, mas sim, pela sobrevivência de seu povo.
Após isso, os três enviados foram jogados em um caldeirão de óleo quente e lá giraram, gritaram e se debateram até a morte. (Daí me perguntei, "mas os dois guardas que estavam com o mensageiro não haviam dominado os samurais? Então como eles acabaram sendo jogados no caldeirão? Fica a dúvida. Eu pensei em vários coisas que podem ter acontecido ou que levaram eles a se deixar serem jogados no caldeirão, mas aí, fica aberto para suposições =/ )
Diante dessa cena, o senhor de Kagoshima ficou comovido e se dispôs a dialogar com o representante de Okinawa, que o fez perceber o drama que estava passando aquele povo, aceitando as desculpas pelo não pagamento do tributo como também ordenou que os seus homens levassem arroz para diminuir a fome deles. Em troca disso, solicitou que ensinassem a luta sem armas para os homens de Kagoshima. A coragem daqueles guerreiros de Okinawa fizeram com que as relações entre os dois feudos passassem a ser de grande cooperação e amizade.
Gomon Hidari
Depois disso, quando a história dos emissários foi descrita, o senhor de Okinawa mandou elaborar aquele que passou a ser um dos grandes símbolos de Okinawa, o Gomon Hidari. Que dizem ser os três representantes de okinawa girando dentro do caldeirão.
É isso!
Obrigada e até a próxima! - Karina Kaori Referências bibliográficas:
Não sei bem como começar essa postagem sobre o Show! Que, aliás, foi muito mais
do que isso. Foi um real ESPETÁCULO!
A primeira coisa (ou algumas das várias coisas) que pensei
quando os vi na minha frente: “Não acredito que eles estão aqui!/ OMG! Vou ver
e ouvir “Shimanchu nu Takara”, “Kariyushi no Yoru”, entre outros e não é por
vídeo do youtube! HAUEHUEH! / E CARAMBA! Vou tocar a música “Sanshin no Hana” ao
vivo COM ELES!!!”
Karina (eu), Juliana e Thalita
Cheguei no domingo de manhã lá no Anhembi para ter a passagem de som de “Sanshin
No Hana” com eles e depois teve “Shimanchu nu takara” com o outro grupo! E após
isso, fiquei assistindo eles tocando as outras músicas :D (e acho que a ficha
não tinha caído ainda haha).
E nesse ínterim. . já havia gente na
fila esperando a abertura dos portões.
A abertura do show contou com apresentações dos dois maiores grupos de taiko de
Okinawa do Brasil – “Ryukyu Koku Matsuri Daiko” seguido pela apresentação de “Requinos
Gueinou Doukoukai” – e então, o momento mais esperado: BEGIN sobe ao palco e é
aplaudido de pé por todos! (Acho que aí caiu a ficha de verdade!)
E assim, iniciou-se o show!
Tocaram diversas músicas, mas quando tocaram a música mais famosa da banda "Shimanchu nu takara", o público vibrou, cantou, gritou,
assobiou, fizeram “feishi” (os famosos “Iyasasa e seus derivados”) e tudo! E
todos se levantaram e aplaudiram emocionados de pé, mais uma vez! - Só um parênteses: a introdução da música é tão "forte" e tocante que só as primeiras batidas da bateria, fez gerar os gritos de empolgação do público! - algo como: ela é inconfundível!). É uma sensação muito diferente pensar que não era nenhuma gravação e sim, eles! Bem ali na sua frente! Tocando ao vivo! Uma música que você escuta desde criança e vive cantando na festas e encontros de família, de amigos, mas dessa vez, você pode estar ali cantando junto com ELES. É simplesmente inexplicável!
E nem precisa dizer quando tocaram Kariyushi no Yoru, Orion Biru e Nada Sou Sou,
não é? Foram todos os clássicos de uma vez só. Não deu tempo nem de se recuperar de uma música e foi para outra ainda melhor!
Membros dos grupos de taikô entregando flores para a banda BEGIN
A música "Sanshin no Hana" era depois de "Nada Sou Sou"! Nos posicionamos então ao
lado do palco!! Não sei o que dizer o que estava sentindo naquele momento! Ou o
que todos que iam tocar estavam sentindo. Mas foi uma emoção muito grande. M-u-i-t-o
mesmo! Vendo BEGIN ali! Terminando de tocar "Nada Sou Sou"! E saber que iríamos
tocar logo após JUNTO com eles!
Foi demais!!!Daí depois, o "Requios Gueinou Doukoukai" tocou com eles a música "Shimanchu nu
Takara"!
E no fim, todos juntos (BEGIN, Ryukyu Koku Matsuri Daiko, Requios Gueinou Doukoukai e
todo o público) tocaram e cantaram a música "Egao no Manma" para fechar o show com
chave de ouro!
Ela é linda! Foi o mais emocionante de todo o show! Daí, como tudo em Okinawa
termina em alegria, não podia faltar o “Katiyashi”, não é? Que
simplificadamente significa “mistura” na qual todos dançam juntos! Terminando com as lágrimas de alegria de muitos (inclusive as minhas!).
Por fim, o que tenho a dizer é que foi emocionante demais! Ver que estava
lotado, ver que a cultura okinawana independente da distância, do tempo, dos problemas já enfrentados, de tudo,
está ainda muito viva!! E que permanece se difundindo por onde passa! E indepedente
de ser uchinanchu ou não, quem estava lá sentiu de verdade o que é o - espírito
uchinanchu! - Um sentimento que não dá para explicar, só sentir! É uma grande
fusão de sentimentos bons que evidenciam o orgulho de fazer parte dessa cultura, não importando de onde você seja, qual a sua origem, somos todos irmãos. Você pode estar aqui, em Okinawa ou em qualquer outro lugar do mundo, "aos nos encontrarmos, somos irmãos" - Ichariba Choode! (explicação sobre o "Ichariba choode" copiada do blog Nankurunaisa - vale a pena conferir mais detalhes sobre isso!).
BEGIN se despedindo do público
Desde oji (avô), obá (avó), pai, mãe, irmãos, amigos, conhecidos, pessoas que nunca vimos .
. . todos unidos para assistir essa Banda de Okinawa que fez e continua fazendo parte
da nossa história. Que são fonte de inspiração e admiração por todos nós!
Sem palavvras para descrever tudo! Foi sensacional!
ARIGATOUGOZAIMASHITA, BEGIN!!!
*
Uns poucos vídeos que achei até agora :)
Obs:
Essas fotos que contêm o Begin foram tiradas por Yoshi Imaizumi. Vi
pessoas mandando o link do álbum desse senhor pelo facebook e então fiz o
download de algumas fotos.
As fotos que tem eu, foram tiradas de celular, por isso a qualidade não está muito boa.
Contará com a participação dos dois grandes grupos de taikô (Eisá)"Ryukyu Koku Matsuri Daiko" e "Requios Gueinou Doukoukai" durante essa apresentação.
Abaixo um vídeo mostrando imagens de shows da Banda:
Foi uma grande alegria quando eu soube que o show estava confirmado! Não só para mim, mas acredito que para todos os fãs e admiradores dessa banda que, carrega consigo o espírito de Okinawa e que se manifesta em suas melodias. Conseguem nos emocionar com suas canções, nos trazendo diversas lembranças, muitas vezes, de quando éramos mais novos e ficávamos escutando o som do sanshin tocado por nossos avós, da família reunida festejando, da alegria de estar todos juntos e compartilhando cada momento que é tão importante. Unindo os laços tão fortes que nem a distância nem o tempo conseguem apagar de nossas memórias.
Enfim, é isso! Foi uma postagem bem curta e sem muitos detalhes. Simplesmente e principalmente com o intuito de informá-los sobre esse show que tem tudo para ser único e inesquecível! :)
Assim, termino a minha matéria com a música "Sanshin no Hana" que considero uma das mais bonitas da banda e logo abaixo a sua tradução :)
Tradução: Flor de sanshin
O 'sanshin' que ganhei de lembrança do meu avô
Esquecido num canto, ainda traz o sabor do saquê das festas de aniversário
Limpo a poeira com os dedos e estico as cordas frouxas pelo tempo
Para fazer soar a música da ilha que preenche minha solidão
Relembro claramente os dias em que passei ao seu lado
E da ternura tamanha que fazia explodir o peito
Onde brotavam as flores de 'sanshin'
Eu me sento no seu lugar, quase em frente à TV
E observo a lua surgir do outro lado da janela de alumínio
Qual o sabor do saquê que tomava com a minha família?
De quem era a música que eu ouvia antes de adormecer?
Se um dia eu conseguir cantar a alegria e a tristeza
Enterrada nessa iliha, chorando no outono,
resistindo no inverno
Na primavera, quando brotam as flores de 'sanshin'
Nem este céu, nem aquele mar parecem ter mudado
O calor do vento continua a chamar a chuva para esta ilha
Onde brotavam as flores de 'sanshin'
Chorando no outono, resistindo no inverno
Na primavera, quando brotam as flores de 'sanshin'
- (tradução retirada do site .letrasdemusicas)
Partitura (kunkunshi) de sanshin - "Sanshin no Hana". *Confira essa e outras partituras no meu site "A Arte de Tocar Sanshin".